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Um Cabra Bom de Bola | Crítica Sem Spoilers

  • há 2 horas
  • 2 min de leitura
Capa do filme: Um Cabra Bom de Bola
Capa do filme: Um Cabra Bom de Bola

Às vezes, tudo o que precisamos para lembrar que sonhar vale à pena é de um cabrito. Um pequeno entre gigantes, Zeca Brito protagoniza a clássica história de superação retratada em diversas obras atuais, mas o faz de um jeito especialmente autêntico pela perspectiva reconfortante oferecida pelo estúdio de animação Sony Pictures. Brilhantemente dirigido por Tyree Dillihay, o filme entrega ao público exatamente o que ele precisa: a esperança num abraço de mãe. Contando com um roteiro popular e animação cartunista, todo o longa retrata a sentimentalidade do acreditar.



Inspirada na trajetória real do astro da NBA, Stephen Curry, a comédia americana retrata a jornada do carismático e perseverante “Zeca Brito”, o qual tem o sonho de se tornar jogador profissional de “Berroball” (jogo muito similar ao nosso basquete), porém não encontra espaço no esporte ao ser considerado pequeno e fraco — espelhando dificuldades que vários jogadores sofrem antes de ascender no basquete.



Mais uma vez, a Sony acerta em cheio em suas animações: vindo de sucessos como “K-pop Demon Hunters” e “Homem-Aranha: Através do Aranhaverso”, a empresa trouxe novamente um filme com arte extremamente fluida e original, não almejando o ultrarrealismo, mas sim uma vibe cartunista e rústica, visível nos planos de fundo do filme, por exemplo, os quais claramente são desenhados a mão, com a textura dos pincéis notável. Além disso temos toda a harmonia das cenas de jogo muito bem planejada, com cortes e replays que trazem dinamismo e intensidade à cena.



O roteiro não fica atrás na qualidade, sendo completamente feito para o popular: o filme quer que o público não somente simpatize com o protagonista, mas se identifique com ele e sua jornada (trabalho que é muito bem-feito por sinal). A Sony compreendeu o contexto atual da nossa sociedade e a nossa necessidade de algo que nos traga esperança num futuro melhor, e, mesmo retratando um clichê em que sabemos que “no fim, tudo vai dar certo”, ainda nos pegamos torcendo pelo Zeca e querendo acompanhar seu triunfo. É preciso também, ainda nessa nota, elogiar o excelente trabalho de dublagem do filme, que traz o sotaque nordestino em várias gírias e expressões — adicionando ainda mais ao sentimento de pertencimento.



Minha única crítica ao filme é que, do meio para o final, a sequência de cenas começa a ficar com o aspecto de “muito apressada”, como se não quisessem aprofundar muito a narrativa pra chegar logo no plot final. Considerando que o filme não é longo, tendo somente 1h e 40min, acho que poderiam explorar mais a backstory dos protagonistas e explicar melhor algumas decisões da obra.



No geral, “Um Cabra Bom de Bola” agrada todas as idades, ótimo para ver em família e com os amigos. É um filme reconfortante, tal qual um abraço de “mainha”, resgatando a empatia que é preciso no dia a dia. Genuíno, carismático, divertido e com um gostinho de possibilidade, o longa nos faz querer sempre sonhar grande e seguir em frente, independente do que aconteça.


Por: Ananda Frazão


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