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Justiça Artificial | Critica (sem spoiler)

  • Foto do escritor: Monnique Machado
    Monnique Machado
  • há 1 dia
  • 3 min de leitura

Justiça Artificial é mais um filme que aborda os avanços da IA, trazendo a ideia de que ela seria a ferramenta perfeita para ser usada como um juiz. A qual julga, penaliza e executa todo o processo criminal, sendo imparcial e justa, baseando-se apenas em provas concretas. Mas, apesar de parecer mais um filme clichê que aborda a inteligência artificial, por incrível que pareça, o filme consegue se sustentar e te prender muito bem em suas 1 hora e 41 minutos.


Uma boa surpresa para janeiro!
Uma boa surpresa para janeiro!

Mercy, como o programa judicial é chamado, foi idealizado pelo governo, tendo à frente o detetive Chris Raven (Chris Pratt), que trouxe a IA como a salvação para julgamentos mais justos e sem margem para erros humanos. Porém, tudo muda quando Raven desperta na cadeira do tribunal artificial e descobre que está sendo julgado pelo programa idealizado por ele, pelo assassinato de sua esposa. Tendo 90 minutos para provar sua inocência, no entanto, se falhar em seus álibis, será executado no local. É nesse momento que o filme começa seu jogo de sedução, já que essa inteligência dá acesso a tudo o que o réu necessita para sua defesa, desde câmeras de ruas, e-mails e até arquivos confidenciais de empresas. Além de ligações nem um pouco confortáveis.



Com esse leque de variedades, nosso personagem principal joga com todos os seus artifícios para sua sobrevivência, fazendo uma investigação crucial não só pela própria vida, como para descobrir quem realmente matou sua esposa. O enredo sabe muito bem brincar com todos os lances apresentados, nos mostrando vídeos que nos fazem questionar o investigador, duvidar de suas palavras e ações, já que ele está longe de ser um bom marido. O filme brinca com o espectador, dando indícios para os dois lados: culpado ou inocente? E, quando você acha que está tudo definido, ainda nos traz uma trama de tragédia que tenta justificar tudo o que aconteceu. Mas você, nesse momento, passa a questionar tudo.


Kali Reis como Jacqueline 'JAQ' Diallo
Kali Reis como Jacqueline 'JAQ' Diallo

Outra coisa interessante de se ressaltar é a trama bem dividida entre a estratégia investigativa e a ação fora da sala judicial, com drones policiais, motos voadoras e perseguições empolgantes, vistas do ponto de vista de câmeras de monitoramento dos policiais. E foi nesse momento que ficou perceptível como todos ali na sala estavam imersos no filme. A cada ponto apresentado, ouviam-se murmúrios, indignações e até comemorações.


Rebecca Ferguson como Mercy
Rebecca Ferguson como Mercy

No último ato, devo dizer que muitos dos pontos já estão esclarecidos e, para aqueles mais atentos, já se imagina a grande reviravolta do filme. Não é um grande plot twist, mas é justo. As peças são bem apresentadas e encaixadas, com um final satisfatório. Simples, mas bem real. Entretanto, a mensagem passada foi bem clara: ainda que a Inteligência Artificial esteja livre dos envolvimentos humanos, ela ainda está sujeita a erros.



O filme traz uma ótima fotografia, cenas de perseguições intensas, e Chris Pratt entrega uma ótima atuação. Timur Bekmambetov e Marco van Belle formam uma boa dupla na direção e no roteiro, nos envolvendo a cada minuto. Foi uma ótima experiência para um tema tão atual e popular. É uma trama que provavelmente vai agradar ao grande público. Sendo assim, eu o classificaria como um ótimo filme de janeiro.




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