X: A Marca da Morte | Crítica sem Spoilers

O Massacre da serra elétrica no softporn!


O filme de terror X da elogiada A24 vem surpreendendo, seja a nível de bilheteria, onde teve uma estreia altíssima para o seu tamanho, mais de 5 milhões, ou pelos elogios da crítica mundial, quando o filme abriu com 100% no site agregador Rotten Tomatoes.


X é uma revisão de uma época quando os slashers eram mais simples e menos inteligentes e até mais inocentes pra o público atual.


Quando os filmes podiam ser simplesmente assustadores, ridículos ou em até certo ponto, inovadores.


Dois tipos de slashers em particular: o tipo sujo e assustador ou o psicológico.


Como o próprio Massacre da Serra Elétrica ou Halloween.

X, Em uma correção de curso intencional, também é uma homenagem direta Massacre da Serra Elétrica e seus predecessores.



Situado em uma casa de fazenda isolada perto de Houston em 1979, e seguindo um grupo de cineastas de filmes adultos de baixo orçamento.

X consegue ser divertido, atencioso e até inovador às vezes, mesmo que suas eventuais mortes acabem caindo no convencional, o filme tenta nos dar uma nova visão sobre como esses jovens e eventuais produtores caem na mesma armadilha que nossos protagonistas dos clássicos filmes acabam caindo.


Numa situação que o roteiro pede para dar andamento a trama sanguinolenta, vemos adultos tomando decisões ridículas, como fazer um filme pornô que se passaria em uma fazenda afastada, usar cenários? Locais parecidos com fazendas mais próximas e seguras? Não! Temos que ir pra um local afastado, para dar mais veracidade as cenas de um filme que o atrativo principal eram as cenas de sexo em si, que eram os chamativos pra esse tipo de audiência na época.



Mas temos um produtor e um cameraman que querem levar o o pornô pra outro nível, um tipo de veracidade mais próximo do real da época o quanto pode ser possível.


Deixando a trama se iniciar para termos um filme retro, o longa consegue acertar em quase tudo.


O diretor Ty West pincelou o auge dos filmes dos anos 80, como acordos sendo feito por telefones de linha, uma fazenda distante, e com moradores suspeitos. Os fãs do gênero já sabem onde tudo isso vai dar.


Cenas que intercalam entre os personagens principais, a os donos da casa, pessoas saindo só a noite, seguindo barulhos estranhos, contando histórias de terror em frente a uma lareira.


Tudo que esperamos de um slasher de origem está lá.


O filme é uma repaginação desses filmes, e aí começamos a vermos as diferenças.


Primeiramente o desenvolvimento de cada personagem em específico Mia Goth, Martin Henderson e incluindo os ditos "vilões" que não sabemos ainda se são os donos da casa, o pessoal da cidade ou algo mais sinistro.



Quando realmente as coisas começam a dar errado, meio que sabíamos de onde os problemas viriam, porem, a forma como é nos apresentado, é diferente, as intenções dos "vilões" é até compreensível.



O diferencial do filme é essa viagem no tempo, e ao mesmo tempo se situar pra o público atual, que já estavam cansados de ver as mesmas coisas e mesmas reações dos personagens.


X é uma homenagem aos clássicos slashers e ao mesmo tempo trás elementos novos.


Além das cenas de sexo e gore estejam no mesmo nível das cenas de vários filmes que já vimos, ele é traduzido para os dias atuais.


A percepção de como vemos pornografia mudou radicalmente, isso o filme tenta nos mostrar como era antes da internet e redes sociais.


Sem poder falar muito, X é um filme SLASHER dos anos 70/80 que é bastante superior em quase tudo que vimos nos últimos 20 anos.


O roteiro é redondinho, temos cenas que mesmo sendo o que o diretor e roteirista Ty West queria nos apresentar como cenas clássicas, viraram uma coisa bastante atual.


Uma coisa que definitivamente diferencia X de suas influências dos anos 70 é um orçamento robusto para autorizações musicais. A música não serve para um filme deste tipo, ou qualquer propósito lascivo ou profundo. É um presente inesperado.




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