Toy Story 5 | Crítica com Spoilers
- há 10 horas
- 3 min de leitura

Sendo um dos filmes pelos quais este que vos escreve guarda mais carinho e nostalgia, Toy Story me levou novamente ao cinema para um reencontro com direito a um sentimento bom de nostalgia e emoção. Desta vez, para acompanhar aquele que, sem dúvidas, parece ser o início da despedida de Buzz e Woody da franquia, ainda que sem colocá-los completamente de lado.
O início mostra um Buzz atualizado, com tela no centro do peito, indicando conexão que faz menção ao Bluetooth e Wi-Fi, que acorda em uma ilha deserta depois que o container em que estava o carregamento, tomba na praia. Apesar de que essa premissa seja interessante, os primeiros minutos deixam a desejar nas explicações, fazendo com que a introdução pareça um tanto apressada. O brinquedo, junto a vários mesmos de si, corre por toda a ilha e, em um barco improvisado, navega pelo mar aberto atrás de cumprir uma missão.

De volta à cidade, o filme nos reencontra com Bonnie, herdeira dos brinquedos e do protagonismo deixados por Andy, que se despediu da franquia em Toy Story 3 (2010) ao partir para a universidade. Agora mais velha do que quando a conhecemos, nessa fase, ela aparece como uma criança mais tímida e com dificuldades de se conectar com os amigos, que, por causa do boom da tecnologia, largaram os brinquedos tradicionais e foram praticamente engolidos pelo imediatismo das telas.

"LilyPad", o tablet de aparência amigável e decoração inspirada em um sapo, chega com a promessa de aproximar Bonnie dos colegas que acabaram se afastando por ela ainda manter o hábito de brincar com seus brinquedos. No entanto, rapidamente o aparelho revela seu verdadeiro papel na trama: servir como uma crítica ao uso excessivo das telas pelas crianças, expondo os efeitos que essa dependência pode causar nas relações e no desenvolvimento dos pequenos.
Nossa protagonista mirim também é agarrada pela tecnologia, e dá início à longa e sagaz aventura dos brinquedos, que buscam ter novamente a atenção da menina e se livrar do novo antagonista que chegou para abalar as relações de diversão. Jessie, que recebe mais foco que o patrulheiro e o xerife, é pega de surpresa em um flashback que lembra a sua primeira dona, e decide enfrentar a influência do aparelho eletrônico para ter de volta a sua "parceira".

A crítica social não se concentrou nos pequenos. Os adultos também entram na mira do roteiro, com diversos pais sendo retratados em chamadas de vídeo e completamente absorvidos pelos próprios dispositivos. A identificação foi imediata. Em alguns momentos, era possível perceber o burburinho surgido entre os pais presentes na sala do cinema.
Como já dito, gostei da nostalgia de rever Woody e Buzz reunidos, mesmo que em menor foco, o que me incomodou, por fazer parte do protagonismo original do filme, mas a adaptação com Jessie soube construir bem em certa parte, até trazendo momentos em que pudemos ser cativados pela história contada. Por fim, apesar de trazer à tona a nova geração e o avanço da tecnologia, o filme oscila muito, mesmo tentando manter sua essência com a história dos brinquedos, e não prende na história, deixando a nostalgia fazer esse trabalho, e isso chateou ao assistir.
Outro ponto que incomodou, foi o fato de "Amigo, Estou aqui" ser tocado em um pequeno frame, quando Woody reaparece, e no decorrer do filme e nos créditos finais ter sido substituído por uma música diferente e bem chata, quebrando a emoção do filme quando reproduzida.


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