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Super Mario Galaxy: O Filme | Crítica sem spoilers

  • 2 de abr.
  • 3 min de leitura

Vamos ao início da conversa, eu realmente não preciso contextualizar sobre a franquia Mario, né? Se você está lendo isso aqui no Canal Bang, você pode até não gostar, mas com certeza conhece o famoso encanador. Dito isso, Super Mario Galaxy estreou recentemente e já vou adiantar uma coisa fundamental: este é, declaradamente, um filme para o público infantil. Antes de qualquer análise, precisamos ajustar a lente. A forma que encaramos o filme é completamente alterada quando entendemos que ele foi feito para você ver com seus filhos, sobrinhos ou aquela criança que está descobrindo os jogos agora. É um espetáculo pensado para o deslumbramento deles, e ignorar isso seria um erro de julgamento.


Acompanhamos Mario em uma jornada que escala do Reino Cogumelo para a vastidão do cosmos em busca das Grandes Estrelas e da misteriosa Rosalina. Visualmente, o filme é estonteante. A parceria entre a Illumination e a Nintendo atingiu um nível de detalhamento que faz cada galáxia parecer uma pintura em movimento. O trabalho de iluminação e as cores neon são de um capricho acima da média.


Mas, como eu sempre digo por aqui, beleza não segura roteiro vazio. O filme tem cerca de 1 hora e 45 minutos e, para ser bem sincero, ele sofre um pouco com o que eu chamo de "ritmo de fase". As transições entre um planeta e outro são tão rápidas que, em certos momentos, a história parece uma sucessão de eventos sem o tempo necessário para respirar. É aquela diferença sutil entre ser um filme ágil e ser um filme apressado. Daria facilmente para ter momentos mais contemplativos, aproveitando a solidão do espaço.


Sobre a trilha sonora, vou ser honesto, achei bem mais ou menos. Não é ruim, ela cumpre o papel de preencher o silêncio, mas não tem aquela pegada memorável que a gente espera de uma aventura épica no vácuo. Já em relação às vozes, como assisti à versão dublada em português, fica difícil avaliar o trabalho original, mas o que entregaram por aqui está dentro do que se espera: funciona bem e é o suficiente para agradar e manter as crianças conectadas. A introdução da Rosalina foi o que mais me chamou a atenção; ela carrega uma aura de serenidade e mistério que ajuda a equilibrar a energia caótica das Lumas sem precisar de muito esforço.


O problema é que tudo se resolve de forma muito conveniente, como se o roteiro tivesse medo de deixar os personagens em uma situação complicada por muito tempo. Entendo que o público-alvo é infantil, mas é possível tratar a criança com um pouco mais de maturidade narrativa. As soluções aparecem do nada, tirando qualquer senso de perigo real.


Mas enfim, pode ser meu lado chato dando sinal, porque apesar disso, o filme diverte. No fim das contas, Super Mario Galaxy cumpre o que se propõe: é um banquete visual para os pequenos e uma viagem nostálgica para os adultos. Pode não ter a profundidade de um roteiro premiado, mas funciona como uma engrenagem bem lubrificada de entretenimento.


Vale a pena assistir? Com certeza, especialmente se for acompanhado de um pequeno fã. É um filme singelo e muito bem executado dentro das suas limitações. Só não espere que ele responda às grandes dúvidas da vida, ele está ocupado demais garantindo que a diversão não pare de orbitar.




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