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Zico: O Samurai de Quintino | Crítica com Spoilers

  • há 2 horas
  • 2 min de leitura

Falar sobre Arthur Antunes Coimbra, sendo flamenguista e batizado com o mesmo nome do maior ídolo da história é fácil. Em "Zico, o Samurai de Quintino", conhecemos a trajetória do menino de dinâmica física, rica e rítmica, que herdaria a camisa 10 de Edvaldo Alves de Santa Rosa, o Dida, e Evaristo de Macedo, o mestre, ídolo de Real Madrid e Barcelona.


O próprio Rei Pelé considera o Camisa 10 da Gávea como sendo o segundo maior jogador da história do futebol brasileiro após ele mesmo, além de o ranquear como segundo no top 3, que ainda conta com Eusébio, ídolo português e Johann Cruyff, craque da Holanda, na Era 'Laranja Mecânica'.



O documentário basicamente descreve a história do maior flamenguista da história e, esse que vos escreve pode falar bem de Arthur Antunes Coimbra... Até porque, se hoje eu tenho o nome que tenho, devo a ele, e ao meu pai, um fã incondicional, que estava na arquibancada do Maracanã, naquele novembro de 1981, quando o ídolo marcou os 2 gols do jogo e lembrava de cor e salteado os onze que atuaram contra o Cobreloa naquela noite.



Como em muitos documentários de astros esportivos, as filmagens se dividem entre contar a vida de Zico ainda como o Arthur, na infância em Quintino, no subúrbio do Rio, ainda chutando meia em forma de bola e curtindo os primeiros passos naquele que seria o esporte a lhe consagrar. Além disso, depoimentos de quem esteve perto do Galinho, ilustram o conteúdo, mostrando toda a trajetória dele, desde o Rio ao Japão.


O diretor mostra na obra, o carinho com a história de Zico. Desde o elenco, convocando amigos importantes, família e detalhando momentos marcantes da vida do ex-jogador, até a compilação de momentos inéditos tornando os torcedores e fãs, ainda mais íntimos dos bastidores.


Era nítida a felicidade dentro da sala do cinema, o Arthur de quase trinta anos, quase incorporado pelo de oito, que ouvia o pai contar a história daquele 2x1, maravilhado e agradecido pela entrega de Zico com a camisa do Rubro-Negro, terminando o filme cantando em êxtase e emocionado: "É o Camisa 10 da Gávea!".


De fato, e sem clubismo, assim como "Fla x Flu - 40 Minutos antes do nada", de Renato Terra, "Zico, o Samurai de Quintino", é um dos docs que mais me prendeu, tanto por conta de sua abordagem clássica e completa à história do maior artilheiro da história do Clube de Regatas do Flamengo, o maior rubro-negro do mundo.




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