Starfield | Ex-artista da Bethesda critica decisão de criar milhares de planetas
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Nathan Purkeypile, ex-artista da Bethesda que trabalhou por 14 anos no estúdio, afirmou que a exploração de Starfield poderia ter seguido um caminho diferente. Em entrevista ao canal The Examined Game, ele criticou a decisão de espalhar mais de 1.000 planetas pelo jogo e disse que teria preferido criar uma quantidade menor de mundos, mas com mapas exclusivos e muito mais detalhados. Purkeypile participou de projetos como Fallout 3, Fallout 4, Skyrim e Fallout 76, além de ter contribuído para Starfield durante os primeiros estágios de desenvolvimento.

Na visão do ex-desenvolvedor, a enorme escala acabou contribuindo para a repetição de locais e estruturas, algo que ele próprio percebeu ao jogar a versão final durante a campanha principal. Para ele, a proposta poderia funcionar melhor caso a Bethesda tivesse adotado uma geração procedural mais profunda, semelhante à de No Man’s Sky, capaz de criar conteúdo constantemente. Em vez disso, Starfield combina grandes quantidades de espaço com áreas construídas manualmente e reutilizadas em diferentes planetas, modelo que Purkeypile descreveu como um “retalho espacial”.

A crítica ganha peso por vir de alguém que participou da produção do jogo, embora não represente necessariamente a opinião oficial da Bethesda. O comentário também reacende um debate sobre a filosofia de exploração do estúdio: enquanto Skyrim e Fallout apostam em mundos menores e densos, repletos de descobertas feitas à mão, Starfield prioriza uma escala muito maior. Para alguns jogadores, os milhares de planetas reforçam a sensação de imensidão; para outros, a repetição e os espaços vazios acabam diminuindo justamente a sensação de descoberta que marcou os RPGs anteriores da Bethesda.

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