Shang Chi e a Lenda dos Dez Anéis - Crítica

Na última quinta feira (02 de Setembro), após a estréia de Shang Chi e a Lenda dos Dez Anéis, o CEO da Disney, Bob Chapek, definitivamente deve se desculpar com o ator Simu Liu por ter se referio ao filme apenas como "um experimento".



A obra que é ShanChi torna esta crítica extremamente difícil, afinal, por onde começar a levantar os pontos fortes da obra? O filme começa seu capricho já no elenco de grandes nomes como o Awkwafina, Meng’er Zhang, Fala Chen, Benedict Wong, Michelle Yeoh e Tony Leung além da estrela, Simu Liu.


Falando nos rostos que temos aqui, destacao o quão satisfatório é ver um elenco tão bem colocado sendo a grande maioria os rostos orientais e não só ao que se refere aos persoagens tidos como principais. Em todo o contexto, o filme traz um respeito e até certo encanto sobre a cultura chinesa e nos deixa durante todo o filme com ares de respeito à ancestralidade, nos mostrando valores, costumes e trejeitos extremamentes culturais. Nesse e em muitos sentidos, o filme equipara-se à Pantera Negra, que por sinal conta também uma vilania tão bem trabalhada que chega a nos causar uma enorme empatia e até respeito.



Ainda sobre o elenco, é preciso destacar os coadjuvantes que aqui se mostram tão carismáticos e adoráveis quanto o protagonista. De cara já nos encantamos com o romance dos pais de Shang, e filme leva e constrói tão bem o contexto de afetos familiares que por vezes esquecemos que o pai do protagonista é o vilão do filme. Depois conhecemos a brilhante Katy, interpretada por Awkwafina que aqui dá um show, e consegue ter uma química tão boa com Liu em cena que os dois facilmente levariam o filme inteiro nas costas, seja salvando o mundo ooou... dando um show num Karaokê. Quem não fica para trás é Meng'er Zhang como Xialing, irmã de Shang Chi, que aqui demonstra um poder feminino bonito de se ver, além de tratar muito bem da pauta feminista sem que o tema destoe a história central do filme.



Com uma fotografia de tirar o fôlego, o filme poderia ser visto todo em mudo só por sua beleza, com um CGI que merece mil elogios. O filme não tem medo de ser fantástico e não foge de clichês, se aceitando tão bem que todos parecem naturais e inerentes a ele, lembrando todos os clássicos de Kung Fu que já vimos na sessão da tarde de uma forma aqui que nos faz sentir novamente como crianças deslumbradas. Por falar em clássicos, vemos aqui a Marvel retomando um estilo antigo de seus filmes, sendo este um caso daqueles que funciona muito bem como um filme independente, mas que tem as referências e fusão com os outros filmes como um tempero especial.



Como no trailer, o filme não foge do que promete, e é repleto de lutas cheias de acrobacias e ações frenéticas. Ouso dizer que nenhum outro filme Marvel (nem mesmo aqueles focados na ação e na luta corpo a corpo, como por exemplo Capitão América 2: O Soldado Invernal) contou com lutas tão bem coreografadas quanto este. As lutas são tão fantásticas que apresentam um Shang Chi já com ares de Super-Herói sem que este tenha poder algum. Todas as piruetas, voos, rasantes e golpes são uma das partes mais divertidas do filme, filme este que trabalha de forma impecavelmente equilibrada o divertido e o drama sem que um cancele o outro.



-"Mas então, Myrelle, vais dizer que esse filme é perfeito?"


Se devo obrigatoriamente determinar um ponto baixo de um filme de origem com ares tão grandiosos, aponto para o fato de que no ato final do filme é deixado um tanto de lado a ação e a luta tão divertidas de assistir, onde são substituídas por um show de CGI (mas confesso que quando vi a beleza daquele dragão chinês, parei de considerar isso e apenas me deletei).


Com uma trilha sonora impecável (fica aqui meus sinceros aplausos à Joel P. West), uma fotografia digna de Oscar, personagens cativantes e lutas empolgantes, Shang Chi é obrigatório até para quem não é fã da Marvel, e, definitivamente, é uma entrada triunfal de um novo personagem para uma equipe já amada (diferente do que tentaram fazer com certa heroina toda poderosa, mas falharam miseravelmente).



P.S. Não posso termiar essa crítica sem antes ovacioar a forma como o Kevin Feige se retratou sobre o horror que foi Homem de Ferro 3 trazendo de volta o "Mandarim" de maneira sensacional.


P.S. 2. Depois desse filme eu TENHO CERTEZA que dá pra fazer um perfeito Live Action de Avatar e a Lenda de Aang!





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