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Robin Hood: A Origem | Crítica

30 de nov. de 2018
2 min de leitura

Uma das apostas de Hollywood é a de reformular enredos clássicos. Entre estes, o de Robin Hood é um dos mais refeitos até o momento, adaptado em desenhos animados, comédias pastelão e, recentemente, em um drama histórico comandado pelo diretor Ridley Scott. Já foram construídas inúmeras versões. A história de Loxley ainda teria algo a oferecer ao cinema? Com efeitos especiais forçados e um figurino perdido por não saber em que época está, Robin Hood: A Origem tentou mesclar alguns elementos que ainda não tinham sido explorados nas adaptações anteriores.

Neste longa, Robin de Loxley (Taron Egerton) é um lorde apaixonado por Marian (Eve Hewson) e o casal está formando uma vida juntos quando ele é convocado para a guerra. Anos mais tarde, Robin, um veterano de guerra, volta das Cruzadas e descobre que o lugar que costumava ser o seu lar está caótico e destruído, que Marian está com outro homem e que o povo está na miséria por conta da ganância do Xerife de Nottingham (Bem Mendelsohn). Robin e seu aliado Yahya/John (Jamie Foxx) iniciam uma revolta contra a corrupção da coroa e do clero que comandam o país e sustentam a guerra.

O roteiro assinado por Ben Chandler e David James Kelly tenta ocultar a falta de lógica sob uma série de complicações desnecessárias, talvez para dar uma falsa complexidade a um material que não precisaria de tanta profundidade. Há uma série de subtramas que se cruzam, e se não são simplesmente sem sentido, são pouco interessantes - incluindo a parte que envolve Will Scarlet (Jamie Dornan). No fim, todas essas engrenagens servem mais para preparar terreno para uma sequência do que agregar à história de origem de Robin, levando a um epílogo forçado que traz a virada de um dos protagonistas ao lado sombrio, apesar de uma baixa motivação.

Mesmo com os problemas que carrega, Robin Hood: A Origem não é todo desperdiçado. É sempre bom ver um personagem acertando no alvo enquanto atira algumas flechas, seja Robin, Oliver Queen, Legolas ou até mesmo o Gavião Arqueiro. É conveniente dar atenção à música tema do filme, que por sinal é realmente fascinante! Para os amantes de literatura universal, é importante conferir esta produção, mas tendo ciência que já foram feitas adaptações mais coerentes.


Nota: 7 / 10


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