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Os 10 Melhores Filmes de 2025

  • Foto do escritor: Bruno Almeida
    Bruno Almeida
  • há 17 minutos
  • 5 min de leitura

Confira abaixo os 10 melhores filmes lançados este ano, segundo este redator.

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Se 2025 não foi um ano marcado por um único movimento dominante, foi justamente pela diversidade que ele se destacou. Em vez de seguir tendências claras ou apostar em fórmulas repetidas, o cinema encontrou força na pluralidade de vozes, estilos e propostas. Foi um período em que grandes diretores reafirmaram suas identidades autorais, ao mesmo tempo em que gêneros tradicionais ganharam novas leituras.


De Paul Thomas Anderson a Kleber Mendonça Filho, de Bong Joon-ho a Yorgos Lanthimos, o que se viu foi um cinema interessado em provocar, desconcertar e expandir seus próprios limites. Mesmo inseridos em estruturas de estúdio ou em produções de maior escala, muitos desses filmes carregam marcas pessoais evidentes, recusando caminhos previsíveis e apostando em narrativas que exigem envolvimento ativo do espectador.

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O resultado foi um ano especialmente rico em contrastes: dramas íntimos convivendo com espetáculos de grande escala, o terror autoral dividindo espaço com blockbusters ambiciosos e cineastas consagrados recorrendo ao gênero como ferramenta para discutir poder, identidade e obsessão. Mais do que consensos fáceis, 2025 ofereceu experiências diversas, algumas desafiadoras, outras imediatamente envolventes, quase sempre guiadas por uma visão de cinema clara e assumida.


A lista a seguir reflete o gosto pessoal deste redator e contempla apenas os filmes aos quais tive acesso ao longo do ano. Longe de se apresentar como um panorama definitivo, trata-se de um recorte possível dentro de um calendário amplo, irregular e marcado por diferentes ritmos de lançamento.


10 – Mickey 17

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Bong Joon-ho utiliza a ficção científica como sátira social para discutir exploração do trabalho e identidade. A história de um trabalhador descartável em um projeto de colonização espacial mistura humor ácido e inquietação existencial. Mesmo com oscilações de ritmo, o filme mantém o interesse ao usar o absurdo como espelho de uma lógica corporativa desumanizante.


09 – Bugonia

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Yorgos Lanthimos retorna ao terreno da paranoia coletiva e das certezas absolutas em um filme que transforma o banal em inquietação. Bugonia observa personagens presos a delírios, teorias e jogos de poder, construindo uma comédia sombria que se recusa a oferecer conforto. Provocador e divisivo, o longa reafirma o interesse do diretor por narrativas que expõem o absurdo das relações humanas.


08 – Frankenstein

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Guillermo del Toro revisita o clássico de Mary Shelley com um olhar melancólico e profundamente humano. O horror cede espaço ao drama, e o monstro se torna símbolo de abandono e rejeição. Visualmente rico e emocionalmente contido, o filme privilegia a empatia e a tragédia, reforçando temas centrais da filmografia do diretor.


07 – Sonhos de Trem

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Baseado na obra de Denis Johnson, o filme acompanha a vida solitária de um trabalhador ferroviário no início do século 20. Com narrativa contemplativa e ritmo pausado, Sonhos de Trem reflete sobre progresso, silêncio e apagamento da memória. Uma obra discreta, mas de forte impacto emocional.


06 – F1

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Joseph Kosinski transforma o universo da Fórmula 1 em uma experiência pensada para a sala de cinema. Com forte realismo técnico, o filme acompanha um piloto veterano lidando com limites físicos, rivalidades e pressões corporativas. Mesmo seguindo uma estrutura clássica, se destaca pela imersão e pela precisão da execução.


05 – Valor Sentimental

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Dirigido por Joachim Trier, o longa é um drama familiar profundo que explora memórias, ressentimentos e o peso das relações não resolvidas. A trama acompanha as irmãs Nora e Agnes, que se reencontram com seu pai, um cineasta outrora renomado, após anos de distância. Quando ele decide fazer um filme sobre a própria família e convida Nora para o papel principal, convite que ela recusa, a chegada de uma jovem estrela de Hollywood insere ainda mais tensão nas dinâmicas já fragilizadas entre eles. Entre duelos emocionais, feridas do passado e o difícil processo de reconciliação, o longa investiga o que permanece, o que se perde e o que é possível curar através da arte e do confronto com os próprios traumas.


04 – A Hora do Mal

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Em A Hora do Mal, Zach Cregger se afasta do terror absoluto para construir um filme sustentado pela mistura de gêneros. A narrativa flerta com o horror, mas incorpora suspense, humor e até comédia de forma orgânica, sem rupturas artificiais de tom. O humor surge não como alívio, mas como ferramenta de estranhamento, potencializando o desconforto. Ao brincar com expectativas e subverter regras tradicionais do gênero, o filme se destaca menos pelos sustos e mais pela forma como integra o absurdo ao cotidiano, tornando-o inquietante.


03 – Pecadores

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Ryan Coogler reinventa o terror gótico ao ambientar sua história nos anos 1930, no Delta do Mississippi, misturando horror sobrenatural com drama histórico e cultural. Michael B. Jordan interpreta os irmãos gêmeos Smoke e Stack, que retornam à cidade natal para recomeçar a vida e abrir um juke joint, apenas para descobrir que uma força maligna, ligada a lendas locais e a antigas feridas sociais, assola a comunidade e testa seus limites de coragem e lealdade. Com uma trama que combina suspense visceral, temas sobre identidade e legado, e uma trilha sonora impregnada de blues e tradições do sul dos EUA.


02 – Uma Batalha Após a Outra

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Paul Thomas Anderson entrega um filme denso e fragmentado sobre radicalização, ideologia e desgaste moral ao longo do tempo. A narrativa acompanha personagens presos a convicções que se corroem à medida que escolhas passadas cobram seu preço, expondo contradições entre discurso e prática. Anderson evita explicações fáceis e estrutura o filme de forma deliberadamente desconfortável, exigindo envolvimento ativo do espectador para conectar ideias, relações e rupturas.


Menções Honrosas


Antes de fechar a lista com o primeiro colocado de 2025, vale destacar alguns filmes que quase entraram no ranking principal. Entre eles estão o biográfico Coração de Lutador - The Smashing Machine, que mergulha na trajetória de altos e baixos do lutador de MMA Mark Kerr entre conquistas e desafios pessoais; a comédia dramática Jay Kelly, sobre um astro de cinema vivido por George Clooney em crise de identidade; e A Única Saída, sátira de humor negro de Park Chan-wook sobre um homem empurrado ao limite após perder o emprego, todos exemplos da variedade de tons e propostas que marcaram o ano.


01 – O Agente Secreto

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Kleber Mendonça Filho não faz concessões em O Agente Secreto. Ao invés de suavizar o thriller político, o diretor o usa para expor um Brasil marcado pela vigilância, pela paranoia institucional e pela naturalização do autoritarismo. A tensão do filme não nasce da ação, mas do silêncio, da espera e da sensação constante de estar sendo observado. É um cinema que incomoda justamente por se recusar a tranquilizar o espectador.


Longe de ser apenas um exercício de estilo, O Agente Secreto enfrenta temas centrais do nosso tempo: A relação sufocante entre indivíduo e Estado, a sobrevivência de estruturas autoritárias e o cinema como território de memória e resistência. Ao alinhar forma e discurso político com absoluto controle, Kleber transforma a tensão em experiência. Não é apenas um dos melhores filmes do ano, é um filme que obriga o espectador a encarar o presente sem filtros.


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