O Primeiro Homem | Crítica

Após a intensidade de Whiplash e o amor incondicional de La La Land, muitos queriam saber para onde o novato diretor Damien Chazelle iria em seguida. Quando foi anunciado seu envolvimento com a produção de O Primeiro Homem, filme biográfico da vida de Neil Armstrong, esperava-se que a produção teria aquele mesmo clima da antiga Hollywood que Chazelle alcançou em seu musical que venceu o Oscar. Essa suposição, no entanto, não é refletida pelo resultado final, mas mesmo assim representou uma grande mudança para o cineasta, que novamente em parceria com o ator Ryan Gosling, contou a história do primeiro homem a pisar na Lua.



A cinebiografia de Armstrong foi o primeiro trabalho de Chazzele no qual ele não escreveu o roteiro. O texto ficou por conta de Josh Singer, de Spotlight e The Post. O escritor continuou com a fórmula de um texto seguro, bastante focado nos fatos e na ordem dos acontecimentos que levou Armstrong a pisar na Lua, sem muito espaço para enrolações ou diálogos paralelos fora de contexto. Entretanto, toda escolha traz uma renúncia. Ao dar destaque a essa parte mais objetiva e histórica, Singer abandona o que seria a parte mais espiritual de uma cinebiografia: as emoções, os medos e anseios do protagonista.



Enquanto isso, a história central que narra a viagem à Lua é empolgante. A ascensão do piloto dentro da NASA é uma parte que prende o espectador e o faz aguardar pela progressão dos acontecimentos. A proximidade que os personagens estavam da morte e as pequenas falhas técnicas que acontecem é algo que já vimos em vários filmes sobre a Apollo 11. Mesmo assim, O Primeiro Homem consegue nos vidrar ao mostrar as pequenas, mas intensas reações de Armstrong diante dos erros. Devemos agradecer à peculiar atuação introvertida de Gosling, que aqui funciona tão bem quanto duas peças de um quebra-cabeça.



Muita coisa é mostrada entre o primeiro e o último ato e, por isso, exige paciência. As decisões sobre a narração e fotografia do filme garantem a identidade para estabelecer a diferença entre esse e as diversas outras produções sobre o mesmo evento histórico. O resultado harmonioso enaltece a clareza na direção do longa. O Primeiro Homem sabe a sua real função e como dominá-la. O caminho não é comum para uma biografia, muito menos para um filme sobre exploração espacial. O produto final, entretanto, deixa uma reflexão tão permanente quanto a bandeira americana, que permanece até hoje no solo lunar.


Nota 9/10





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