O Poço | Crítica


A maioria das pessoas provavelmente ouviu falar do filme O Poço, novo terror espanhol da Netflix que tem mexido com a mente dos fãs do gênero. Com uma trama bastante perturbadora, dividiu opiniões ao extremo entre aqueles que o interpretaram de formas diferentes. O fato é que não é um filme fácil de assistir, com cenas pesadas que acabam causando aflição e um certo desconforto em níveis e andares diferentes (peguem a referência!). Em contrapartida, é um filme que saca de críticas sociais e através de metáforas e simbolismos, consegue te levar a uma séria reflexão sobre o mundo em que vivemos.

Dirigida pelo novato Galder Aztelu-Urrutia, a obra possui como título a referência de uma prisão construída verticalmente, com centenas de andares e, em cada um, uma única cela em forma quadrada. Do topo ao fundo, estes andares são enumerados de forma crescente e interligando-os temos uma plataforma futurista central, que se desloca do nível zero aos demais níveis, todos os dias, repleta e farta de comidas. Juntando as ideias da premissa, temos um espetáculo gráfico de realidades cada vez mais presentes e observadas no cotidiano. Apesar de ser um filme com muitos personagens e interpretações, Urrutia priorizou o ponto de vista do protagonista Goreng (Ivan Massagué), que se inscreve voluntariamente para entrar no “inferno”, visando algo que não fica muito claro ao longo do enredo. Lá ele conhece seu companheiro de cela, Trimagasi (Zorion Eguileor), um homem já idoso e mais por dentro do sistema. O roteiro é coeso, com atos bem equilibrados em seus mais de 90 minutos e consegue trazer os medos e inseguranças de seus personagens para quem assiste.

O principal ponto que divergiu opiniões foi justamente o final aberto do filme. Provavelmente seria melhor se tivessem mantido a objetividade dura e angustiante das classes sociais comparadas à prisão e deixassem essa mística dose de interpretações de lado. Entretanto, ainda assim, ficaria sem respostas quanto às condições verdadeiras para a entrada na própria prisão e o contexto social que gerou a sua construção. Mesmo neste cenário, o filme fecharia o seu ciclo dentro daquilo que ele fez de melhor: espelhar de forma bizarra a realidade do mundo de hoje. Sim, meus caros! Esta é a retratação do mundo em que vivemos atualmente!


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