O Chamado da Floresta | Crítica


Lançado em 1903 e considerado o romance que popularizou e difundiu a figura e a escrita de Jack London pelos Estados Unidos, The Call of the Wild no original, de tempos em tempos, tem seu texto adaptado para o cinema e já levou nomes como os de Clark Gable e Charlton Heston ao elenco. Neste ano foi a vez do diretor Chris Sanders trazer mais uma adaptação do clássico para a tela grande, agora com ninguém menos que Harrison Ford como o protagonista da vez.

Depois de tentar a vida no garimpo em 1887, Jack London se vê inspirado a escrever sobre sua experiência e é aí que surge o cachorro Buck, protagonista de O Chamado da Floresta, que vive como animal de estimação de uma família na Califórnia até ser sequestrado e vendido para se tornar um puxador de trenós no Alasca. Buck, que era um cão domesticado, agora se vê em meio a situações extremas as quais precisará se adaptar e é escutando sua intuição (ou poderíamos chamar de lobo interior?) e obedecendo seus instintos que consegue sobreviver aos perigos que acaba enfrentando.

O Chamado da Floresta usa paisagens belíssimas como cenário da história que caminha a passos lentos para chegar ao seu ápise. As partes que Harrison Ford interage com um cachorro feito por efeitos de computador pode não agradar a todos no início, mas acaba deixando aqueles que assistem cada vez mais à vontade com o CGI ao longo do filme. Os atores Omar Sy e Cara Gee entregam uma parte importante para a jornada de Buck, e é com a chegada de seus personagens na vila afastada de uma montanha gelada que a trama ganha fôlego, quando o trenó puxado por Buck chega com cartas e sentimentos para as pessoas que as aguardam. A entrada dos personagens Dan Stevens e Karen Gilian, como um casal de exploradores, dão novamente uma empolgação para a trama, onde vemos Buck enfrentar novos obstáculos e sentir a importância dos amigos e de se viver em um grupo leal.

Tudo é leve e otimista em O Chamado da Floresta, em oposição à obra original que tem como características a densidade de um texto realista, tal qual a experiência que seu autor adquiriu para escrevê-lo. Ao amaciar mais do que o suficiente seu material-fonte, o longa acaba retirando parte da identidade que tanto inspirou os leitores ao longo de gerações a pensar fora da caixa e questionar o modo como vivemos. Ainda assim é fácil se divertir com Buck e suas aventuras, principalmente porque observamos uma história que é contada pelo próprio cachorro na jornada da descoberta de sua própria natureza.

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