Mulher-Maravilha: 1984 | Crítica

Sem spoilers!

Um filme diferente lançado em um ano atípico. Talvez esta seja a frase que melhor defina este segundo longa. Mulher-Maravilha: 1984 estreou recentemente num limbo entre as salas de cinemas e o HBO Max, o streaming que abrange os filmes da Warner e DC. Diferente de outras obras que utilizam os anos 80 da cultura americana como apelo nostálgico, esta nova produção coloca a contextualização da década oitentista como a introdução de um dos conflitos principais do filme.

É sempre fascinante observar a linda Gal Gadot voar sob o manto e dar vida à heroína mais icônica das HQs. O foco deste novo enredo se alicerça entre a linha que separa o certo e o errado como motivações para se conseguir o que quer. O tema do longa abre com uma cena já divulgada ao público, na qual vemos a pequena Diana numa intensa competição em Temyscira, onde ela trapaceia e enfrenta as consequências através de uma pequena lição. Esta introdução, além de tirar o fôlego, foi relevante para a abertura das possibilidades que o roteiro vem a oferecer.

Independente da mídia, seja nas séries de TV de Lynda Carter nos anos 70 ou nas novas produções, Diana Prince sempre foi um símbolo de aprendizado emocional e social. Logo, a escolha da diretora Patty Jenkins em querer explorar a memória da infância da protagonista junto com as guerreiras amazonas, torna-se uma ideia didática e interessante de centralizar os valores da Mulher-Maravilha que persistem até os dias atuais. É como estudar a filosofia da Grécia antiga para se situar num contexto histórico ou até mesmo atual. Diana, neste filme como arqueóloga e historiadora, enfrenta um dilema amoroso com o seu passado em conflito com o desejoso contemporâneo de se descobrir como mulher e indivíduo na sociedade.

Apesar das camadas e estratégias históricas e de roteiro que foram utilizadas em Mulher-Maravilha: 1984, nem tudo deu certo no final da produção. Em alguns momentos o filme parece um pouco confuso e sem muita lógica já que tudo gira em torno de um objeto místico que realiza desejos. Outro ponto falho é que a direção de Jenkis acerta e erra nos mesmos pontos da aventura anterior. Entre as repetições de ambas as tramas se destaca o terceiro ato, que apesar de aqui ser semelhante ao do primeiro filme, não possui muitas cenas de ação explícita; principalmente com os efeitos da Mulher Leopardo (Kristen Wiig) sendo ocultados pelas luzes de cenas noturnas. Além disso, a escolha do ano de 1984 para o filme não parece ter tanto peso, já que muito pouco de cenários, ícones ou música da época aparecem em cena. Talvez essas lacunas não incomodem a maioria do público, mas se tornam maiores pelo longa ter quase 3 horas de duração.

Mas não percam o ânimo! Ainda assim, Mulher-Maravilha: 1984 é leve, divertido e possui uma mensagem importante que é mais do que necessária neste momento que todos estão enfrentando. Tente ir ao cinema, pois para os mais otimistas, esta terá sido a maior aventura do ano.












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