Jovem entra com ação contra lei que limita tempo de jogo para jovens no Japão
Até recentemente, a única oportunidade que Wataru, um estudante do ensino médio de 17 anos no Japão, teve de representar um herói foi quando mergulhou em jogos de RPG online.
Mas depois que o governo da província de Kagawa, na ilha de Shikoku, posicionou-se para limitar a quantidade de tempo que os jovens poderiam passar jogando videogame ou usando a internet, ele vestiu o manto dos cruzados pelos direitos das famílias para decidirem por si mesmos quanto de jogos é necessário.

Ele pediu a ajuda de um dos principais advogados do país para processar o governo. Se tudo correr conforme o planejado, ele pode se tornar uma das poucas pessoas no Japão a vencer um desafio constitucional às leis do país.
"Eu pensei que, em vez de esperar que alguém agisse em meu nome, se eu agisse por mim mesmo, isso poderia ter um impacto poderoso na sociedade.", disse Wataru, cujo sobrenome está sendo oculto por ser menor de idade, disse durante uma entrevista.
Em abril, Kagawa se tornou a primeira jurisdição no Japão a promulgar regulamentos destinados a combater o vício em videogame, pedindo aos pais que estabelecessem limites de tempo - não mais que 60 minutos nas noites escolares e uma hora e meia nos finais de semana. As regras se aplicam a qualquer pessoa com menos de 20 anos de idade, a maioridade no Japão, e, embora não possuam mecanismo de imposição, há uma forte pressão social para seguir as sugestões oficiais.
Então, um importante nome se juntou à luta de Wataru: o advogado Tomoshi Sakka, famoso por contestar leis que infringem a Constituição do Japão, quer provar que o decreto de Kagawa não tem fundamento.
Tokihiro Matsumoto, membro do parlamento japonês, também se uniu à causa, mas acredita que pouco pode ser feito contra a medida e afirma que há poucas chances de sucesso no processo contra a prefeitura. Neste caso, é necessário conseguir comprovar que existe uma violação dos direitos individuais e, como não há sanções práticas acontecendo, é difícil mostrar um impacto verdadeiro na vida dos cidadãos.
Fonte: The New York Times.

Siga nossas redes sociais e inscreva-se em nosso Canal no Youtube!
Twitter: @realcanalbang
Instagram: @canalbangoriginal
Facebook: http://facebook.com/canalbangoriginal
PodCast: http://canalbang.podomatic.com





Comentários