Hellboy | Crítica

Sem spolers.

Depois da fraca bilheteria ter impedido as primeiras adaptações de encerrarem uma trilogia, o retorno de Hellboy acontece por meio de um reboot. Dessa maneira, Neil Marshall, cineasta conhecido por obras de terror menores, tem espaço de sobra para criar o que quiser, visto que a proposta é por um recomeço completo do que Guilhermo del Toro tinha construído a partir da primeira obra de 2004. Guilhermo até tentou terminar a sua saga, porém, foi impedido por conta do orçamento. Curiosamente, mesmo com as diferenças entre as execuções de um projeto e outro, que pensam o mundo de Hellboy de maneiras mitologicamente diferentes, certas ideias do primeiro filme são retomadas aqui. O personagem, agora sendo vivido por David Harbour, precisa confrontar a seu próprio extinto, compreender os seus verdadeiros propósitos na vida. Tudo isso diante de um confronto com a Rainha de Sangue (Milla Jovovich).

O elenco, que conta tanto com veteranos como Ian McShane e estrelas em ascensão como Sasha Lane, dá conta do que lhe é dado, mesmo em meio a tantos registros diferentes. Harbour, Jovovich e Stephen Grahan, por exemplo, adotam um tom exagerado para suas personagens, sendo que o último encarna um Gruagach, uma espécie de porco antropomórfico, criado num trabalho impressionante de maquiagem e animatrônica. Já McShane, Lane e Daniel Dae Kim oferecem interpretações mais contidas, porém ainda alinhadas com o ludismo do resto. É até irônico que, no que é tido como um Hellboy sombrio e para maiores, tenha este tom cartunesco bem presente.

Com um grande investimento em efeitos práticos, o longa tem seu maior destaque no visual. Consciente das adaptações de um arco que envolve bruxas, gigantes, fadas e até o próprio inferno, o diretor Neil Marshall faz bom uso de computação gráfica e constrói uma atmosfera aterrorizante. Não é segredo que, como ocorreu com o infame Esquadrão Suicida, o filme tenha enfrentado grandes dificuldades em seu período de testes de público, e não há como saber no que sua visão original difere do que foi lançado esta semana nos cinemas. Pode-se sentir, no entanto, que Hellboy foi de fato afetado por esta busca do maior número de espectadores possíveis, desde os gore-hounds, aos mais aceitadores da comédia irônica de Deadpool. Novamente, o gosto desta mistura pode ser interessante por um tempo, mas sua digestão será penosa para boa parte do público.




Por Moezio Vasconcellos


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