Especial #TBT | Eu, Tonya
- 13 de out. de 2022
- 4 min de leitura
No #tbt dessa semana trago para vocês um dos filmes mais recentes de nosso especial, Eu, Tonya, chegou chocando os espectadores em 2018, como também voltando os olhares para os esportes, tendo em vista, que essa adaptação é baseada no lado mais obscuro da patinação artística. E nada, nada, chama mais atenção em um filme do que a celebre frase "Baseado em fatos reais". Com a direção de Craig Gillespie e roteiro de Steven Rogers o filme se tornou referência tanto no gênero, quanto na carreira de Margot Robbie.

Trailer:
Sinopse:
A história da ex-patinadora artística Tonya Harding. Durante a década de 1990, ela conseguiu superar sua infância pobre e emergir como campeã no Reino Unido e segunda colocada no Campeonato Mundial. Em 1994, ela ficou realmente conhecida quando seu marido, Jeff Gilloly, e dois ladrões tentaram incapacitar uma de suas concorrentes quebrando a perna dela durante um treino às vésperas do campeonato nacional de patinação em Detroit.

Com uma duração de 120 minutos, o filme teve o orçamento de 11 milhões USD, e arrecadou uma bilheteria mundial de 53,9 milhões USD. Eu, Tonya foi um sucesso absoluto, se tornando uma das maiores referências do gênero esportivo no cinema. Por seu feito nas telonas o filme foi indicado ao Oscar nas categorias de Melhor Atriz Coadjuvante, Melhor Atriz e Melhor Montagem, ao Globo de Ouro de Melhor Atriz Coadjuvante, Melhor Atriz em Comédia ou Musical, entre outros prêmios.

Algumas curiosidades:
O diretor Craig Gillespie dirigiu um comercial com Nancy Kerrigan no passado. Antes de ser um diretor de cinema, Gillespie trabalhou na produção de diversos comerciais para empresas publicitárias. Quando a patinadora estava atingindo seu auge, ela gravou um comercial para uma marca de sopa que foi dirigido por ele.
A ex-patinadora Sarah Kawahara foi contratada para ensinar as coreografias a Margot Robbie e às outras atrizes. Kawahara foi treinadora de Nancy Kerrigan para um evento de televisão em 1995 — Nancy Kerrigan Special: Dreams on Ice —, além de ter sido responsável pela coreografia da Olimpíada de Inverno de Salt Lake City, em 2002.

A atriz que interpreta LaVona Golden (Allison Janney), mãe de Tonya, e está indicada ao Oscar de melhor atriz coadjuvante tinha aspirações de disputar Olimpíadas, mas teve esse sonho interrompido por uma lesão no tendão após se chocar com uma porta de vidro.
O papel da mãe de Tonya Harding foi escrito especialmente para Allison Janney. O roteirista Steven Rogers é amigo de longa data de Janney, mas nunca conseguiu trabalhar com a atriz. Para o papel de LaVona, ele fez uma grande pesquisa sobre ela; como não havia muitas informações concretas, ele tomou diversas liberdades criativas pensando em Janney e escreveu a personagem.

Em um entrevista para o site The Hollywood Reporter, a cabeleireira Adruitha Lee disse que apelou para cerveja barata para moldar as perucas que Margot Robbie usaria no filme. De acordo com ela, para conseguir o visual bem “único” de Tonya, só usando produtos não convencionais.
A produção testou três pássaros com a atriz Allison Janney para ver qual ficaria mais calmo em seu ombro durante as cenas. Em uma entrevista para o The Huffington Post, ela disse que tinha que escolher um periquito que ficasse quieto em seu ombro, mas que parecesse ter uma relação íntima e antiga com a personagem. Depois dos testes, escolheu um chamado Little Man.

Devido aos exaustivos movimentos de patinação no gelo aos quais Robbie não estava acostumada, uma lesão de hérnia de disco próxima ao pescoço se desenvolveu, o que a fez pensar em deixar o filme.
O roteirista começou a pensar em contar essa história ao assistir a um documentário de patinação no gelo, mas sem muito entusiasmo. Após acessar o site de Tonya Harding e ver o contato dela, Rogers se sentiu inspirado e confiante em fazer um filme baseado nela. Após encontrar Tonya tempos depois, ele não pensou duas vezes e deu continuidade ao projeto.

A atriz protagonista não conhecia a história de rivalidade entre Tonya e Nancy, muito menos a história do ataque em 1994, e pensou ser uma obra de ficção até ler o roteiro pela primeira vez. Robbie é australiana e tinha apenas 4 anos quando tudo aconteceu, portanto é bem aceitável que não tenha conhecimento da história.

O filme foi selecionado para o Festival Internacional de Cinema de Toronto em 2017.
Margot Robbie também assina a produção do longa. motivo o qual continuou no projeto devido as suas lesões. Pois durante as filmagens, ela passava por ressonâncias magnéticas todas as semanas para confirmar se poderia gravar ou não.

A cena em que Tonya realiza um Salto Axel foi feito com a ajuda de efeitos visuais e imagens de computação gráfica.
Para escrever Eu, Tonya, Steven Rogers fez diversas entrevistas, principalmente com Tonya Harding e seu ex-marido Jeff Gilroy (Sebastian Stan), mas os dois apresentavam “verdades” diferentes, dificultando a escrita. Como Rogers estava contando uma história que ainda não tinha um veredito, ele decidiu dar seu ponto de vista contando os dois lados, deixando o público decidir qual das duas versões parecia ser mais verídica.

Margot tinha apenas quatro anos quando o escândalo envolvendo Tonya Harding tomou proporções midiáticas. E ela morava na Austrália, seu país natal, por isso não tinha conhecimento do caso e acreditava que toda a história do filme era inventada até que recebeu o roteiro final.

Em 2005, o executivo cinematográfico Franklin Leonard criou a The Black List, que é uma publicação anual cujo objetivo é listar os melhores roteiros independentes oferecidos aos estúdios americanos, mas que não foram aceitos.
Algumas fotos comparativas
O filme está atualmente disponível na Google play, Amazon Prime e Apple Tv.
Fiquem ligados pois todas as quintas-feiras teremos um #Tbt novo para vocês!

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