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Especial #TBT | A Viagem de Chihiro

  • 4 de ago. de 2022
  • 3 min de leitura

Atualizado: 17 de out. de 2022

Há 11 anos estreava nos cinemas A Viagem de Chihiro, o filme que marcou as produções japonesas nos cinemas mundiais. Do diretor Hayao Miyazaki que ficou reconhecido por filmes como Meu Amigo Totoro (1988) e O Castelo Animado (2004), o diretor aposta em uma fantasia e mais uma vez trás mais um clássico ao cinema. Além de um marco para filmografia japonesa.



Trailer:


Sinopse:


Chihiro e seus pais estão se mudando para uma cidade diferente. A caminho da nova casa, o pai decide pegar um atalho. Eles se deparam com uma mesa repleta de comida, embora ninguém esteja por perto. Chihiro sente o perigo, mas seus pais começam a comer. Quando anoitece, eles se transformam em porcos. Agora, apenas Chihiro pode salvá-los.


Chihiro descobre um novo universo

Com uma duração de 125 minutos, o filme teve o orçamento de 1,9 bilhão JPY, e arrecadou uma bilheteria mundial de 395,8 milhões USD. A Viagem de Chihiro foi um grande marco em 2003, sendo um sucesso de premiações em seu ano de estreia. Entre seus principais prêmios estão, Oscar de Melhor Filme de Animação, Urso de Ouro, Satellite Award de Melhor Filme de Animação e Hong Kong Film Award: Melhor Filme Asiático.


Pequenas referências são essenciais

Algumas curiosidades:


A Viagem de Chihiro teve um impacto tão grande nas bilheterias japonesas que ultrapassou o recorde de Titanic como o filme mais visto nas salas de cinema do país asiático. A produção arrecadou aproximadamente 400 milhões de dólares no mundo todo, sendo 200 milhões deles apenas no Japão.


Hayao Miyazaki

Outra curiosidade sobre a produção, citada por Miyazaki, foi em relação ao roteiro. O cineasta contou que não tinha um roteiro pronto quando começou a criação do filme e que deixou os seus sentimentos fluírem para a direção que a trama seguiu.


Apesar do filme ter levado o prêmio de Melhor Animação em 2003, Miyazaki não compareceu a premiação. A atitude do cineasta foi considerada uma forma de protesto contra a guerra entre o Iraque e os Estados Unidos, que acontecia na época. No entanto, em 2014, o cineasta recebeu um prêmio honorário pela vitória e pegou sua estatueta 10 anos atrasado, durante a edição daquele ano.


A mitologia sempre presente

Para a construção da obra, os produtores do anime também usaram a mitologia japonesa, como o kaonashi ("sem rosto", em tradução livre) que surge como a representação de um demônio que precisava ser cortejado e bem tratado no local de trabalho onde Chihiro é obrigada a ficar.


É possível visitar as ruas da cidade dos espíritos. Em Jioufen, uma zona de montanhas em Taiwan, várias paisagens da animação foram reproduzidas, desde a casa de banho até a casa de chá.


A transformação acontece

A animação também marcou um grande momento na carreira de Miyazaki, uma vez que ele tinha anunciado que não desenvolveria mais nenhum tipo de trabalho cinematográfico. No entanto, o retorno do cineasta alavancou não somente sua carreira, mas todo o audiovisual japonês.


O cineasta é conhecido por colocar em seus filmes momentos de contemplação. Em A viagem de Chihiro, há diversas cenas que não acontecem nada para avançar a história, mas que são momentos muito significativos em termos narrativos. Esse conceito foi chamado de Ma e está presente em diversas obras do cineasta.


Chihiro e Haku

No filme, Chihiro, a protagonista, assiste a um processo de limpeza de um rio poluído o qual continha um espírito fedido. A cena icônica foi inspirada na vida de Miyazaki, quem também colaborou para limpar um rio de sua cidade; a sequência também faz uma crítica à poluição ambiental.


A cena em que Yubaba rouba o nome de Chihiro, apelidando-a de Sen, faz referência a cultura japonesa antiga. No Japão antigo, existia a crença de que quem tivesse o nome verdadeiro da pessoa, poderia controlar a vida dela. Por esse motivo, quando os bebês nasciam, eram escolhidos dois nomes. Um deles seria o nome real, o qual ninguém além do padrinho ou madrinha de nome deveria conhecer, e o segundo seria um nome “falso”. Quando o jovem fazia uma certa idade, era realizada uma cerimônia com os pais, a criança e o responsável pelo nome para que, assim, ele fosse finalmente revelado.


Sua incrível libertação

Miyazaki acredita que os seres humanos são motivados pelos espíritos. Por isso, os desejos internos de seus personagens movem as animações do diretor. Essa mentalidade fica evidente, pois a menina viaja ao mundo desconhecido dos espíritos, os quais personificam o que está no interior da protagonista e representam a transição da infância à fase adulta.


Onde Encontrar:


Bruxa Yubaba

O filme está atualmente disponível na Netflix, assim como outras animaçãoes do Studio Ghibli.


Fiquem ligados pois todas as quintas-feiras teremos um #Tbt novo para vocês!!



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