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Cinema, Cultura e Entretenimento

Eli | Crítica

Atualizado: 20 de Out de 2019

A Netflix vive de altos e baixos, desde que outros serviços de streaming começaram a surgir, volume em vez de qualidade passou a ser algo comum, fazendo seus usuários terem que garimpar em seu catálogo para achar algo realmente bacana. Mas Eli é um dos casos de uma tentativa clara em tentar um bom acerto. E como estamos em outubro, já pertinho do halloween, a gigante realmente investe em filmes de terror para celebrar a festa.


Alguém aí lembra de Jake Gyllenhaal em "Jimmy Bolha"?

O filme conta a história de Eli (Charlie Snotwell), um garoto que possui uma doença autoimune, fazendo com que ele não possa ter contato com nada no mundo, pois isso pode ser mortal a ele. Seus pais, Rose e Paul (Kelly Reilly e Max Martini, respectivamente), abrem mão de tudo para tentar um novo tratamento, levando-o a uma casa, onde a Dr.ª Isabella Horn (Lili Taylor) construiu lugar especializado para o tratamento. Mas, com decorrer do tratamento, a sanidade do garoto é colocada em teste, além de outras questões que o levam a crer que o lugar esconde algo assustador.


Logo na primeira cena do filme, ele apresenta algo interessante e bem construído, justamente para dar o tom da história e deixar claro quais são as limitações do garoto, numa cena curta, mas com muita tensão. E logo após essa cena, já entra outra que mostra um pouco da relação do garoto com um mundo agressivo e de pouca sensibilidade com pessoas que possuem necessidades especiais.


Uma cena bem impactante e bem produzida.

Assim, levando em conta a estrutura clássica de 3 atos, o filme começa muito bem, apresentando cada personagem de uma forma a deixar clara suas motivações, personalidades e caráter. Até aqui, não dá para fugir do óbvio, dando um ritmo lento à introdução, mas a direção de Ciarán Foy faz o óbvio de uma forma bem-feita, para que o espectador não fique incomodado com o ritmo deste ato.


Já no segundo ato, começamos a ver aquilo que gostamos neste tipo de filme: o suspense aumentando. Mas, apesar da transição dos atos nos entregar algo promissor, o ato em si deixa a desejar, subestimando o espectador e colocando uma série de elementos já vistos em outras obras, nos enchendo de clichês. Claro que usar clichês não é exatamente um demérito, pois, se bem executados, podem render algo muito bom. Porém, aqui não é o caso, alguns elementos funcionam bem, já outros caem para um óbvio pouco empolgante e terminam resultando um pouco na perda do interesse no filme.


Efeitos simples, mas bem executados.

Mas, também, é no segundo ato que temos a introdução de um elemento clichê, mas que funcionou muito bem: a visão de alguém de fora do problema. É nele que temos a introdução de Haley, vivida por Sadie Sink (a Max, de Stranger Things), que cria uma amizade com o protagonista e faz com que ele comece a duvidar de muita coisa ao seu redor. Algo que dá mais um gás para continuarmos a assistir ao filme. Além disso, é durante todo este ato que temos alguns jump scares bem produzidos, com jogos de câmera interessantes. Também outros desnecessários, que enfraquecem a trama, que segue bem, enquanto deixa a dúvida no ar de se tudo isso é delírio do garoto, um possível efeito resultante da medicação pesada que ele precisa tomar, ou se realmente algo sobrenatural está acontecendo ali.


Na minha humilde opinião, Sadie Sink está reprisando aqui o seu papel de Max, em "Stranger Things".

E aí chegamos ao final do filme, o último ato. Confesso que tive muitos problemas com a transição do ato 2 para o 3, e em todo o desenvolvimento deste último ato. O filme cria algumas expectativas, não cumpre, muda o foco e criando um plot twist sem dar pistas no decorrer do resto do filme. Mais precisamente, ele dá uma única pista, mas que não tem força para justificar e fazer o expectador comprar a ideia dessa virada.


Falando mais precisamente do final... Ele é muito exagerado! A virada da história não possui pistas nos demais atos, que resulta na desconstrução de tudo que havia sido estabelecido, mas de uma forma não crível, muito forçada e que faz o filme perder toda sua força.


Uma degustação de uma das cenas finais. O que ela significa? Aí você terá que assistir.

Não posso condenar completamente o filme, pois, tecnicamente falando, ele é bem produzido, com cenas esteticamente impactantes e boas atuações. Aliás, Charlie Snotwell está muito bem no filme, mostrando que é um ator que devemos ficar de olho. Mas, infelizmente, o filme deixa a desejar em vários aspectos, o que termina transformando o longa-metragem em apenas uma opção de passatempo para dar uns sustos em alguém e ser esquecido na próxima semana.



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