Dumbo | Crítica

Sem spoilers!

O ano era 1941. No passado, o longa animado Dumbo teria tudo para ser um filme pequeno se comparado aos outros grandes clássicos da Disney. Com uma duração de 64 minutos, esta foi uma das produções de menor duração da extensa cinematografia da empresa. O maior motivo disso foi a redução de custos devido a gastos em animações anteriores. Na época, o orçamento foi um terço da produção de Pinóquio, que chegou aos cinemas um ano antes de Dumbo. A memória de melancolia que o público possui desta obra é a maior representação do seu grande sucesso que, apesar do interesse financeiro, possui uma incrível Magia, fornecendo o contraste com a falta de pretensões.

Agora chegou o momento em que uma das maiores histórias dos estúdios de Walt Disney ganhou vida com atores reais. Nos primeiros cinquenta minutos do filme, Burton e Kruger realizaram a adaptação do clássico original utilizando quase em totalidade a ótica dos humanos. Isso fez com que o tempo de tela do protagonista que dá nome ao filme seja mínimo, o que pode não agradar muito aos fãs. Infelizmente não são observados aqui alguns dos momentos mais emblemáticos do longa da década de 40. Em parte, isso torna-se compreensível pois a ideia aqui nunca foi apresentar animais falantes.

Dumbo traz uma trama muito mais densa e aprofundada quando comparado ao original, além de conseguir emocionar a plateia com o carisma do pequeno elefante, que apesar de ser criado em computação gráfica, é realista e transmite de forma plena as emoções através de seus olhos mareados. O diretor Tim Burton entrega um de seus melhores trabalhos em anos e que, com certeza, marcará esta nova geração. Tudo está presente. Desde a pura essência do clássico até o estonteante espetáculo visual possibilitado devido às novas tecnologias do presente (o CGI consegue ser ainda melhor do que o de Mogli: O Menino Lobo).

Por fim, o elenco parece ter sido escolhido com cautela, que apesar de interpretações pouco impactantes, conseguiram encontrar equilíbrio nas atuações de Colin Farrel, Michael Keaton, Danny DeVito e Eva Green. O encerramento de Dumbo é belo e vai muito além do ícone que o personagem se tornou. Um símbolo de esperança para as espécies domadas, exploradas, que não possuem condições de se defenderem e que não entendem os valores deturpados e egoístas da humanidade.


Por Moezio Vasconcellos


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