Don't say gay | Ron DeSantis e Laura Ingraham fazem ameaças públicas a Disney



Quando as coisas pareciam estarem caminhando para a resolução de uma batalha vencida, entramos em outra guerra declarada. Estou falando a respeito do projeto assustador "Don´t Say Gay" (Não diga Gay) aprovado na Flórida e que foi rigorosamente criticado até pelo presidente dos EUA, Joe Biden. Acontece que o tal projeto foi infelizmente aprovado no estado, causando uma série de protestos de grupos LGBT+ e Pró-LGBT+. As coisas se intensificaram quando foi revelado que a Disney chegou a doar dinheiro apoiando o projeto, censurando muitas animações que tinham cenas de sentimento LGBT+ para agradar a população conservadora (os caras pálidas). Inconformados, funcionários da Pixar e Disney se juntaram e fizeram protestos, causando comoção em todo o mundo. Em seguida o CEO da Disney, Bob Chapek, se desculpou publicamente em uma carta que acompanhamos aqui no Canal Bang! (link da máteria). Recentemente, a Disney reafirmou seu compromisso com a comunidade LGBT+ e anunciou que as novas animações terão personagens assumidamente LGBT+. Com a Disney, outras grandes marcas como Apple, Marvel, Hulu entre outras.



Para entendermos melhor do que se trata o projeto lei "Don´t Say Gay", vamos voltar um pouco no tempo. O projeto de lei “Don't Say Gay”, que entrará em vigor em 1º de julho, torna ilegal que professores de escolas primárias forneçam instruções em sala de aula sobre orientação sexual e identidade de gênero. Além disso, educadores de todos os níveis de ensino são IMPEDIDOS de ensinar esses tópicos se não forem considerados “adequados à idade ou apropriados ao desenvolvimento” para seus alunos. Ou seja, ensinar as crianças que qualquer pessoa LGBT+ não existem! O que o governo da Flórida esqueceu é que existem famílias LGBT+ e que seus filhos também frequentam escolas. Quem os instruirá a respeito da diversidade que existe no mundo? Não se trata de uma lei que "protege" crianças, mas uma lei de separação.



Após várias empresas se pronunciarem contra (óbvio) ao projeto de lei, inclusive a própria Disney, o governador da Flórida, Ron DeSantis, começou a soltar indiretas com tom de ameaça a empresa do Mickey Mouse (coisa que já vimos por aqui no Brasil, não é verdade?). Em entrevista para alguns repórteres, o governador soltou o verbo:


“Alguém disse: 'Ei, a Disney tem todas essas vantagens especiais. Você deveria retaliar contra eles por terem saído deste projeto de lei?" ele disse. “Não acredito que você 'retalie', mas acho que o que eu diria, por uma questão de princípio, não apoio privilégios especiais na lei. Só porque uma empresa é poderosa e ela conseguiu exercer muito poder.”




Durante uma aparição no "Fox & Friends" na sexta-feira (01), o governador dobrou seus comentários.


“Ao longo de muitas, muitas décadas, eles receberam um tratamento incrível da legislatura da Flórida. Eles são tratados em um pedestal”, disse ele no programa. “Esta corporação é tratada de forma diferente de todas as outras. Isso não é algo que eu já apoiei, mas agora na legislatura, você vê um movimento para reavaliar esses privilégios especiais.”

Ele acrescentou:


“No final do dia, acho que a Disney superou os esquis nisso. Olha, há disputas de política, e tudo bem. Mas quando você está tentando impor uma ideologia desperta em nosso estado, vemos isso como uma ameaça significativa. Esta vigília destruirá este país se o deixarmos funcionar inabalável”.

E como se não bastasse, recentemente a apresentadora do canal FOX NEWS (Canal conservador estilo RecordTV) Laura Ingraham, no seu programa "The Ingraham Angle" de sexta-feira (01), chamou as empresas Disney e Apple de "radicais" (imaginem, só). E ainda ameaçou sobre "a volta dos republicanos ao poder". Ou seja, por enquanto que a Disney e outras empresas façam o que eles gostem, está tudo maravilha, caso contrario haverá caça as bruxas. A apresentadora ainda falou:


“Quando os republicanos voltarem ao poder, a Apple e a Disney precisam entender uma coisa: tudo estará na mesa, sua proteção de direitos autorais e marca registrada, seu status especial em certos estados e até sua própria estrutura corporativa”.


E disse mais:


“A divisão antitruste da Justiça precisa começar o processo de considerar quais empresas americanas precisam ser desmembradas de uma vez por todas, por causa da concorrência e, em última análise, pelo bem dos consumidores que pagam as contas.”

Chega a ser cômica tal declaração, já que acreditamos que não são só os republicanos que pagam as contas nos EUA. Ingraham também alertou que empresas como Apple e Disney deveriam aprender a permanecer em seu caminho em vez de mergulhar “em questões políticas controversas sobre as quais nada sabem” porque correm o risco de alienar parte de sua base de consumidores. Sim, ela falou sobre alienação. Mas, basta dar uma lida nos livros de história e poderemos ver quem aliena a população durante décadas. Esse projeto de lei por si só é uma alienação perigosa as crianças da Flórida.


Fonte: TheWrap

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