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Devoradores de estrelas | Crítica sem Spoilers

  • há 3 horas
  • 3 min de leitura

O professor de ciências Ryland Grace acorda em uma nave espacial sem nenhuma lembrança de quem é ou de como chegou ali. Conforme sua memória retorna lentamente, ele descobre que precisa resolver o enigma por trás de uma misteriosa substância que está fazendo o Sol se apagar.



O longa nos apresenta a vida do cientista Ryland Grace (Ryan Gosling), que passa a dar aulas após sua carreira como pesquisador se tornar conturbada, especialmente quando sua tese começa a ser questionada. Em meio a isso, o filme revela, através notícias de jornal, que a vida na Terra está em perigo devido a seres extraterrestres que estão se alimentando da energia do Sol.



Em um dia aparentemente comum, Ryland é abordado por uma equipe do governo liderada por Eva Stratt (Sandra Hüller), que busca especialistas capazes de compreender como essas criaturas estão agindo na atmosfera. Após avançar nas descobertas, ele é levado para uma base militar, onde toma conhecimento de um plano para salvar o planeta. Por uma série de circunstâncias, acaba sendo escolhido, ao lado de mais dois tripulantes, para uma missão espacial.



Quando a narrativa se desloca para o espaço, o filme se torna ainda mais interessante. Acompanhamos Ryland lidando com situações inesperadas, elaborando estratégias que não estavam previstas e entrando em contato com outras espécies e linguagens, enquanto luta tanto pela sua sobrevivência quanto pela da humanidade.



Ryan Gosling está excelente no papel, como já era esperado. Ele conduz o personagem com equilíbrio, transitando com naturalidade entre momentos cômicos, tensos e emocionantes. É fácil compreender seus dilemas e frustrações, e a proposta de um herói não convencional funciona muito bem aqui.



Sandra Hüller entrega uma líder firme e consciente da importância de sua missão. Sua personagem carrega o peso da responsabilidade com seriedade, mas também demonstra humanidade em suas decisões. Mesmo sendo objetiva e, por vezes, dura, ela não deixa de revelar nuances emocionais que enriquecem a narrativa. Ela também foi responsável por deixar "Sign Of The Times", ecoando na minha cabeça a noite toda.


Falando em trilha sonora, o filme acerta em cheio. A música contribui significativamente para a imersão, potencializando as emoções e elevando a experiência além do visual. É um elemento que, quando bem utilizado, transforma o impacto do filme, e aqui isso acontece com maestria.



Outro destaque é a fotografia. Praticamente qualquer cena poderia se transformar em um pôster, tamanha a qualidade visual. Os tons transmitem com precisão as sensações vividas pelos personagens, especialmente considerando a estrutura narrativa que alterna entre passado e presente. O CGI também é bem executado, principalmente nas interações com Rocky (dublado por James Ortiz), embora a cena na praia soe um pouco estranha.



Por fim, o filme explora muito bem temas como o contato entre espécies diferentes, a jornada do herói, amizade, sacrifício e escolhas. O roteiro de Drew Goddard é sólido e carrega sua assinatura, evocando, em diversos momentos, uma atmosfera semelhante à de “Perdido em Marte”, outra obra do roteirista.


Contudo, apesar de ter gostado bastante do filme, acredito que ele poderia ser cerca de 20 minutos mais curto, já que as cenas finais se estendem um pouco além do necessário, na minha opinião.



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