Cara de Um, Focinho de outro | Crítica Sem Spoilers
- 6 de mar.
- 2 min de leitura

Você se colocaria no lugar do outro? Mesmo se esse outro fosse um castor? É isso que a protagonista do novo filme de animação “Cara de Um, Focinho de Outro”, Mabel Tanaka, faz ao se deparar com um grande dilema. Com um temperamento forte e às vezes explosivo, ela aprendeu a amar a natureza e os animais, sendo seu local de paz e calmaria; porém quando seu refúgio é ameaçado, ela decide se pôr no lugar dos animais (literalmente) para tentar salvar e preservar a natureza e a fauna da cidade onde ela mora.
A existência de animais falantes sempre foi uma característica muito presente nos filmes da Disney e Pixar, porém dessa vez, o longa traz um propósito muito maior ao clichê das criaturas antropomórficas, mostrando uma nova realidade e nos fazendo pensar: “e se o ser humano se tornasse um animal e descobrisse o seu universo?”

Mais uma vez a Pixar não deixa a desejar em suas produções; dirigida por Daniel Chong, a nova ficção cientifica (com um toque de comédia) entrega ao público uma mensagem importante de ecologia e pertencimento a natureza, com técnicas de animação muito bem-feitas; é notável a fluidez no movimento dos personagens, com ótimas sequências que prendem à atenção do telespectador. Já o roteiro parece ter saído de um sonho beeem maluco, o que aguça a mágica da imaginação infantil e faz o público embarcar numa história cheia de reviravoltas e maluquices do mundo animal. Além disso o longa acerta em dar profundidade aos seus personagens, trazendo camadas e elementos para o desenvolvimento de cada personagem, não os tornando rasos e clichês, o que faz com que o público realmente se coloque no lugar dos personagens, gerando certo sentimentalismo e pertencimento para o tópico de sustentabilidade, além de tornar o enredo mais interessante.

O longa-metragem também acerta em suas grandes referências de filmes, como “Avatar”, o qual é citado em uma das cenas de troca de corpo, e “Vida de inseto”, em cenas que mostram como funciona o reino animal, mas com certeza a cena que referencia o filme “Tubarão” de Steven Spielberg é a mais cômica de todas.
Os únicos pontos negativos do filme são algumas irregularidades de lógica e o fato do filme não ser nada muito revolucionário, permanecendo na zona de conforto das animações da Disney e Pixar.

No geral, o filme “Cara de Um, Focinho de Outro” é um ótimo entretenimento para toda a família, ensinando as crianças a valorizarem a natureza e lutarem pelo que ama. Cheio de alívios cômicos, mas sem deixar de lado a importância da preservação e da amizade, agradando todos que gostam de uma boa animação leve e divertida. Amoroso e Criativo, o longa nos faz perceber que podemos sim mudar as coisas com nossa atitude, até porque “como sentir raiva quando percebemos que fazemos parte de algo muito maior?”.

Por: Ananda Frazão
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