Alan Moore | Em entrevista, criador de Watchmen critica o papel dos super-heróis na atualidade

O criador de Watchmen, Alan Moore, chama o impacto dos super-heróis na cultura popular de "tremendamente embaraçoso e nem um pouco preocupante".


Alan Moore.

Em uma entrevista de 2017, da Folha de São Paulo, publicada pela primeira vez em inglês no blog Alan Moore World, o lendário escritor de quadrinhos chegou ao ponto de dizer que O Nascimento de Uma Nação (1915), de D.W. Griffith, é um filme de super-herói.


Moore acredita que os super-heróis de hoje "parecem estar desempenhando algum tipo de função diferente e atendendo a diferentes necessidades" que vão além da intenção original de "estimular a imaginação de seu público de 12 ou 13 anos". Ele fala:


“Os próprios super-heróis, em grande parte escritos e desenhados por criadores que nunca defenderam seus próprios direitos contra as empresas que os empregam, muito menos os direitos de Jack Kirby, Jerry Siegel ou Joe Schuster, pareceriam ser amplamente empregados como covardia compensada, talvez um pouco como a arma na mesa de cabeceira.”

Ele também comenta:


“Eu também observaria que, exceto por um punhado de personagens não brancos (e criadores não brancos), que esses livros e esses personagens icônicos ainda são sonhos supremacistas brancos. De fato, acho que um bom argumento pode ser feito para O Nascimento de Uma Nação, de D.W. Griffith, como o primeiro filme de super-herói americano e o ponto de origem de todas essas capas e máscaras.", disse Moore na entrevista.

Fonte: TheWrap.


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