Aladdin | Crítica

Sem spoilers!

O live-action de Aladdin chega aos cinemas em um ano bem promissor para a Disney nos cinemas. Entre estreias baseadas em HQs, O Rei Leão e Star Wars Episódio IX, provavelmente não ficará perdido no meio dos outros filmes da empresa. O longa é animador no geral, mas não escapa de alguns erros triviais. A adaptação cumpre parte do que propõe. Aladdin está de volta e a Disney tratou de atualizar todas as suas falas, afinal, estamos em uma outra época. A grande música de entrada, por exemplo, é alterada para que seja menos ofensiva. Na música da animação original, o povo árabe era visto como “bárbaro”. No lugar de uma letra como esta, há a alegria do comércio nômade e da cultura, ainda que tratada de uma forma mais geral.

A produção arriscou em um elenco pouco conhecido mas que vai conquistando ao longo do enredo. Jasmine (Naomi Scott) tem a força de uma mulher e isso é expresso até mesmo em sua forma de cantar. Tanto as vozes dos soldados quanto a de seu próprio pai não possuem tanto peso frente a dela. É uma metáfora visual e auditiva que atualiza o filme de uma maneira conveniente. A boa atuação de Scott, com sua dura expressão e ao mesmo tempo melancólica, deixa a crítica social ainda mais pertinente. Tanto as atuações de Scott quanto de Mena Massoud - o Aladdin - vão conquistando aos poucos. Como atriz e ator desconhecidos, o casal não tem o óbvio carisma inicial de Will Smith, mas utiliza o roteiro para flertarem entre si e ao mesmo tempo encantarem o público. Quanto ao icônico gênio da lâmpada, Smith funciona quando está apenas sendo cômico, mas no momento em que ele assume a anarquia cartunesca da animação noventista, o resultado perde o equilíbrio. São observadas, então, cenas que tentam reproduzir piadas de forma literal. Muitas acabam perdendo o sentido na adaptação entre mídias (isto inclui a sua forma azul em computação gráfica, que fica pior à medida que a história se desenvolve).

No geral, em Aladdin, há uma mistura entre elementos americanos, a estética e coreografia da indústria indiana de cinema (isto é bem nítido), a cultura árabe e uma jogada de cores bem brasileiras, o que torna tudo estruturalmente complexo. Para parte do publico isto pode até funcionar (é tão estranho quanto bom). Vão ao cinema e provavelmente irão entender o que esta crítica quis dizer!


Por Moezio Vasconcellos


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