A Hora do Desespero | Crítica sem spoilers

Atualizado: há 2 dias

Amy Carr sai para sua corrida de despretensiosa pela manhã, porém jamais imaginaria o rumo que aquele dia rotineiro tomaria. Atormentada pelos fantasmas do passado, com dois filhos para cuidar, nossa protagonista, tenta administrar toda suas tormentas em suas corridas diárias. Sendo assim antes de sair de casa deixa tudo encaminhado para seus filhos saírem para a escola. Tudo seguia normal até que durante sua corrida, a velocidade dos carros da polícia em direção a cidade lhe chama atenção.



Durante sua corrida Amy se perde em pensamentos e uma chamada de sua mãe, combinando toda sua chegada a cidade e planos para aquele dia, corta seu devaneio. Mal sabia ela que essa seria só a primeira ligação de muitas que ela receberia. Um alerta é enviado para toda cidade e dai em diante se estabelece a trama principal do filme.



O que era apenas um sinal preocupante se torna apavorante para a nossa protagonista, ao descobrir através de uma ligação que a escola de seu filho está sob ataque e um terrorista está fazendo todos aqueles que não conseguiram fugir da escola de reféns. Diante disso passamos a ver a trama, através da visão de uma mãe desesperada por notícias do filho, ligações não atendidas, chamadas para pais e amigos, e pessoas de grande influência. Tudo isso ocorre enquanto ela está a pé, em uma zona pouco movimentada, enquanto na cidade está um trânsito caótico.



O filme é certeiro em nos mostrar tudo isso através do ponto de vista da mãe, ao descobrir que sua última alternativa é correr, com ajuda do celular traça sua melhor rota e essa se encontra a uma hora de distância da escola, e o roteiro se aproveita muito bem deste ponto. Durante todo seu trajeto nos angustiamos junto com a personagem, e começamos a tentar encontrar alternativas, e julgar a situação, buscando usar o que ela tinha a seu favor.



Naomi Watts é literalmente a protagonista nesse filme, ela transparece todo o desespero de uma mãe preocupada, que fará de tudo para ter informações, e saber se seu filho esta bem, sofremos com ela, nos questionamos com ela, a todo o indício de uma nova pista. Tendo em vista que a maior parte da trama é toda sobre sua perspectiva.



Ao decorrer da trama é impossível não associar a história na vida real, como o atentado a Columbine por exemplo. Que inspirou filmes como Elefante, Uma vida com propósito e a primeira temporada de American Horror Story. Porém diferente desses, vemos o horror que é estar do outro lado, sem ter muito a fazer e apenas esperar notícias.



Um filme envolvente, que consegue nos prender na trama, um drama muito bem explorado, com momentos cheios de tensão e desconfianças. Contudo, para aqueles que já viram filmes como os citados anteriormente, ou busca um pouco mais de ação, talvez não saia tão impressionado da sala de cinema.





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